A saúde mental e a importância dela na vida das pessoas

A saúde mental é um importante fator que possibilita o ajuste necessário para lidar com as emoções positivas e negativas. Investir em estratégias que possibilitem o equilíbrio das funções mentais é essencial para um convívio social mais saudável.
Além de ser determinante para a estabilidade física, a saúde mental está relacionada à qualidade da interação individual e coletiva. No cenário atual, buscar alternativas que possibilitem a harmonia nessas relações é uma urgente necessidade.
Se você está em busca de medidas que sinalizem a promoção da saúde mental e a garantia dos direitos fundamentais associados ao bem-estar e à qualidade de vida, este é o caminho.
Boa leitura!

A importância da saúde mental para o bem-estar

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o conceito de saúde é bem mais abrangente que a simples ausência de doença: é um completo estado de bem-estar físico, mental e social e, dessa forma, merece atenção em todos as suas vertentes.
Assim como a física, a saúde mental é uma parte integrante e complementar à manutenção das funções orgânicas. Nesse contexto, a promoção da saúde mental é essencial para que o indivíduo tenha a capacidade necessária de executar suas habilidades pessoais e profissionais.
Sumariamente, o bom estado mental confere ao homem o amplo exercício de seus direitos sociais e de cidadania. Assegura ainda as condições de interação social para uma convivência familiar mais harmônica e segura.
Desse modo, entender a importância da estabilidade mental e sua intensa relação com o bem-estar é fundamental. Possibilita, assim, a compreensão da importância de utilizar a capacidade individual para a percepção de valores e virtudes inerentes à construção da coletividade.

Mitos e verdades que envolvem a saúde mental

Um dos problemas que merecem atenção são os mitos e verdades que envolvem a saúde mental. Alguns estigmas e preconceitos ainda são muito presentes na realidade de quem enfrenta problemas em relação à saúde mental.
Familiares e pacientes são muitas vezes incompreendidos ou até mesmo marginalizados devido à expressão de ideias baseadas em conceitos mal formulados ou não esclarecidos.
É preciso compreender que as disfunções orgânicas podem acontecer por diversos motivos e, por isso, as desordens mentais e físicas podem surgir. Logo, os problemas mentais como o transtorno bipolar, tendências depressivas e picos de ansiedade se expressam como um reflexo de fatores internos e externos.
Tais questões não podem ser interpretadas como sinal de fraqueza ou falha de caráter. A verdade é que surgem por influência genética ou oriundas de alterações clínicas, sociais e de problemas familiares originados na infância ou na adolescência.
Contextualmente, a maior verdade sobre a saúde mental é a necessidade de superar esses mitos e conceitos errôneos. A falta de conhecimento pode ser muito prejudicial à recuperação do paciente, porque impede a busca de soluções adequadas para minimizar os efeitos do problema.
Assim, é preciso ter cuidado com ideias falaciosas e que colocam em xeque o trabalho de profissionais capacitados e dedicados à recuperação da saúde mental. Dentre os conceitos equivocados mais preocupantes destacam-se:
  • doenças mentais são frutos da imaginação de quem tem a mente confusa;
  • todos os distúrbios psicológicos levam à loucura;
  • nem adianta procurar ajuda psiquiátrica, pois nenhum desajuste mental tem cura;
  • pacientes com problemas mentais são todos igualmente imprevisíveis ou perigosos.
Logo, é necessário combater o quanto antes a disseminação desses estigmas e mitos, pois eles colaboram para aumentar a discriminação associada à doença mental. Por conseguinte, muitas pessoas que precisam de orientação ou de tratamento são ignoradas ou desencorajadas à busca de auxílio.
Vale destacar que quanto mais precoce for o tratamento, melhor e mais rápida será a superação da doença. Ainda que sejam problemas graves, com o auxílio profissional adequado, há possibilidade de encontrar uma solução eficaz e melhorar a qualidade de vida.

Aspectos determinantes da saúde mental

Os transtornos mentais surgem pela influência de múltiplos fatores sociais, genéticos, psicológicos e ambientais. As pressões socioeconômicas influenciam continuamente os riscos para a saúde mental individual e coletiva, sobretudo sobre as camadas mais populares.
Uma saúde mental debilitada também colabora para significativas alterações sociais e condições de trabalho precárias. Também acentua a exclusão social e expõe o indivíduo ao risco de violência em virtude da incapacidade mental de autodefesa.
Questões psicológicas e de personalidade também tornam as pessoas mais susceptíveis aos desequilíbrios mentais. Além disso, as causas biológicas também contribuem para a desordem química das células cerebrais e aumentam a ocorrência da doença.
Nesse sentido, os familiares precisam buscar ajuda e encaminhar a pessoa para o tratamento mais adequado. De igual modo, as instituições também são responsáveis pela promoção da saúde mental de seus funcionários.
Como os colaboradores são os ativos mais importantes das empresas, manter uma visão estratégica sinaliza um diferencial competitivo em termos de produtividade. Assim, a saúde mental nas empresas deve ser considerada como um critério singular e fundamental à saúde individual e corporativa.

Políticas de saúde mental

A legislação atual está pautada na concessão de valores para que os pacientes psiquiátricos recebam tratamento em uma ala específica dos hospitais gerais. No entanto, a verba destinada aos hospitais não garantem a assistência necessária ao doente.
Assim, é urgente a necessidade de reformulação de políticas públicas que viabilizem condições e critérios para a promoção da saúde mental. É preciso estabelecer ações com viabilidade prática para transformar a atual conjuntura que envolve a realidade dos tratamentos de problemas mentais no país.
A inexistência de um sistema que respeite e garanta os direitos civis e socioeconômicos contribui para o agravamento das doenças mentais e eleva o percentual de indivíduos sem a devida assistência.
Com um sistema falho, muitos pacientes que poderiam ser recuperados evoluem para quadros mais graves. Representam, assim, um crescente ônus financeiro aos cofres públicos devido à incapacidade mental e física, medicamentos de alto custo e aposentadoria precoce.
Porém, o maior prejuízo resulta da não garantia do cumprimento de seus direitos fundamentais: coloca em xeque a dignidade humana, acentua o sofrimento deles e reduz cada vez mais as chances de reintegração social.

Hábitos prejudiciais ao equilíbrio mental

Como parte importante das medidas de prevenção às doenças mentais, a atenção primária a alguns hábitos do cotidiano precisam ser considerados. Muito provavelmente ocorrerá um aumento expressivo do número de doentes dessa natureza — e isso em caráter global.
Fatores como o envelhecimento da população, a acentuação dos problemas sociais e econômicos e os desajustes familiares concorrem para o surgimento de desequilíbrios emocionais. Em geral, eles evoluem para transtornos mentais e físicos cada vez mais desafiadores.
Nesse contexto, destacamos os hábitos mais prejudiciais à saúde mental. Confira!

Pensamentos negativos

A maneira de enfrentar os desafios da vida torna-se uma linha tênue entre a sanidade mental e a dificuldade em alcançar o equilíbrio necessário ao viver saudável. Pessoas que mantêm pensamentos ou atitudes negativas tendem a desenvolver distúrbios físicos e mentais mais graves.
Dentre os problemas mais preocupantes estão as crises de ansiedade e o maior risco para a depressão. Essa doença é mais presente em pessoas queixosas e tristes. Ela surge mediante constantes flutuações de humor e como respostas emocionais aos desafios do cotidiano.
Para evitar esses desequilíbrios, convém buscar ajuda profissional para recuperar a performance mental e conter os pensamentos negativos. A depressão tem aumentado muito nas últimas décadas e tem sido motivo de desordens tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

Vício em jogos, álcool e drogas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a dependência em jogos virtuais é uma das doenças mentais da modernidade. Como reflexo do avanço tecnológico e da facilidade de acesso aos recursos digitais, o número de adeptos aos videojogos adquire uma dimensão cada vez mais expressiva.
Além de fomentar a necessidade de criar políticas específicas voltadas ao controle dessa questão, a OMS adverte sobre os riscos à saúde das pessoas que passam horas jogando e se isolam da família e dos amigos.
A compulsão por drogas e álcool também figura como fator de influência para o surgimento de complicações no âmbito psicológico e mental. Tais vícios afetam a capacidade de concentração, de memória e sinalizam o mal desempenho das atividades cerebrais.
As perturbações decorrentes da relação entre o álcool e a saúde mental desafiam a saúde pública e exigem um controle mais eficiente desse problema. Tanto o álcool como o abuso de tóxicos comprometem a qualidade de vida dos usuários de todas as idades, gênero e classe socioeconômica.
A dificuldade em admitir a necessidade de ajuda especializada contribui para acentuar a doença e pode evoluir para quadros mais alarmantes. Os mais comuns são a incapacidade mental e a tentativa de suicídio entre jovens, principalmente.
Dentre os problemas resultantes desses vícios destacam-se a má qualidade do sono, a alimentação inadequada e a redução no desempenho escolar ou laboral. Além desses, há outros aspectos relevantes que complementam a lista do diagnóstico de quem enfrenta esses transtornos.

Uso excessivo de internet

A sociedade atual construiu uma espécie de “obrigatoriedade” em estar sempre online e querer saber, em tempo real, os principais acontecimentos do mundo. Porém, quando a falta da internet gerar sofrimento, a situação pode evoluir para uma patologia considerada um transtorno mental.
Embora atinja os adultos, a dificuldade para controlar esses impulsos é mais difícil em crianças e adolescentes, pois eles já nasceram na era da conectividade. Entretanto, esse hábito de “viver online” compromete as funções cognitivas, que nessa idade ainda não estão totalmente formadas.
Além de causar baixo rendimento escolar em crianças e prejudicar o desempenho profissional em adultos, o uso excessivo da web implica outros desajustes. Influencia o comportamento, as decisões importantes, o planejamento das tarefas e a organização do tempo.
Viver conectado não só afeta a estabilidade mental, como também colabora para o surgimento precoce da depressão em crianças e jovens. Tendo isso em vista, é preciso buscar alternativas viáveis — como ajuda profissional — para conter os efeitos negativos desses problemas e evitar a sua evolução.

Medidas que influenciam positivamente a qualidade da saúde mental

Numa perspectiva de saúde pública, buscar medidas que sinalizem condições de assegurar o bem-estar da sociedade é um dos aspectos mais relevantes para minimizar os efeitos negativos das perturbações mentais.
Sob a expectativa humana, a adoção de uma postura determinada por um estilo de vida mais natural e saudável influencia positivamente a manutenção da saúde mental.
Para alcançar esses objetivos e promover meios para conter esse problema, alguns fatores precisam ser considerados. Veja quais são:
  • adequar políticas que garantam a atenção primária à saúde mental em toda as esferas sociais;
  • assegurar o acesso universal aos serviços de promoção da saúde mental;
  • divulgar e estimular medidas de prevenção, principalmente entre as camadas populares;
  • estabelecer meios de monitorar a qualidade da saúde mental entre crianças, jovens, usuários de drogas e pessoas idosas;
  • incentivar um estilo de vida saudável a fim de reduzir a ocorrência de desordens mentais e físicas;
  • desmistificar conceitos e estigmas equivocados sobre a recuperação de pacientes com transtornos mentais;
  • apoiar e promover a estabilidade familiar, a integração social e o desenvolvimento humano de acordo com os direitos sociais constitucionalmente estabelecidos.

Dicas para a boa manutenção das funções mentais

Compreender o que é saúde mental e quais as medidas mais relevantes para prevenção e controle desse problema é fundamental. Para tanto, confira algumas sugestões que podem ser úteis para evitar os desajustes mentais.

Procure relaxar alguns minutos por dia

Priorizar atitudes para aliviar o estresse é fundamental para tornar o cotidiano mais leve e promover o equilíbrio físico e mental. É preciso ter cuidado porque a defesa do organismo pode ser prejudicada e abrir portas a algumas doenças oportunistas que surgem mediante estresse excessivo.
De modo geral, isso ocorre porque a nossa cabeça vive constantemente ocupada por pensamentos e preocupações. Tais fatores reduzem a função das substâncias de defesa do organismo e colocam a pessoa em situação de vulnerabilidade.
Assim, é necessário buscar formas de aquietar a mente e relaxar alguns momentos durante o dia: meditação, alongamento e a leitura de um bom livro são excelentes alternativas para deixar a mente descansar e atingir um estágio de positividade.

Dê atenção a quem precisa

Como uma vertente comum da vida moderna, a falta de tempo deixa as pessoas muito ocupadas e isso tem contribuído para aumentar o isolamento social. Muitas desordens emocionais e físicas surgem como resultado dessa nova conjectura social.
Embora pareça normal, esse estilo contemporâneo de viver resulta no afastamento de parentes e amigos e tem transformado muitos indivíduos em uma ilha em meio a um “mar de milhões” igualmente solitários.
Pessoas isoladas e carentes são mais vulneráveis aos problemas depressivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é o gatilho para os desajustes mentais em escala mundial: dados recentes pontuam que há, em média, 450 milhões de pessoas com doenças mentais e comportamentais.
Assim, uma maneira recíproca de trabalhar a redução dos efeitos dos problemas mentais é procurar dar mais atenção a quem precisa. Reserve algum momento para conversar com as pessoas. Passar mais tempo com os pais — ou com os filhos — é essencial para fortalecer os laços familiares.
São atitudes simples, mas reciprocamente benéficas e importantes para aumentar a sensação de utilidade entre os envolvidos. Muitas pessoas se isolam porque não tem com quem conversar. Assim, vivem sozinhas em um mundo virtual limitado por quatro paredes.
Ao olhar a agenda de seu celular, provavelmente notará nomes que há muito você não tem notícia. Que tal surpreendê-los e demonstrar que eles são importantes e que merecem um pouco de seu tempo e de sua atenção?

Controle a ansiedade

Controlar a ansiedade é um grande desafio. Mas isso pode ser possível até mesmo naquelas situações muito difíceis. No entanto, é preciso treinar o cérebro para que ele aprenda a lidar com o que aparentemente nos domina.
Nesse sentido, é válida a antiga premissa de Sócrates — o filósofo grego — que aconselhava: “Conhece-te a ti mesmo”. Conhecer a si mesmo é ter a sabedoria necessária para identificar os pontos fortes que nos tornam vencedores. É ter a certeza de conseguir dominar os pensamentos e conduzi-los para o bem.
O primeiro passo para alcançar esse estágio é encontrar uma maneira própria de enfrentar os momentos desafiadores que a vida coloca diante de nós. E também aprender a controlar as emoções negativas que resultam em insegurança em determinadas circunstâncias.
Vencer a ansiedade exige, pois, a conscientização da necessidade de adotar uma postura mental diferente para estar preparado quando os problemas — ou os motivos que causam a ansiedade — surgirem.

Saia da mesmice

Ainda que os compromissos resultantes do estilo de vida moderna sejam desafiadores, convém reservar um tempinho para sair da mesmice. Aprender uma nova prática desportiva pode ser motivador, tendo em vista os benefícios do exercício físico na recuperação da saúde mental.
Ouse fazer algo diferente, inovador e que seja benéfico para a saúde do corpo e da mente. Cultivar bons hábitos e praticar coisas diferentes são ações que podem reduzir a ansiedade, direcionar para novos rumos e renovar a alma.
Considere praticar uma atividade física — individual ou coletivamente — em um parque público. Aproveite para observar a beleza das flores, o verde das folhas, o canto dos pássaros e a simplicidade das crianças que brincam ali. Tente “zerar” os pensamentos e depois concentrar a atenção em coisas positivas.
Caminhe calmamente, respire devagar e descanse a sua mente. Transforme esses momentos em uma experiência agradável. Renove o seu espírito e conduza os pensamentos para algo construtivo e bom. São ações simples, mas que podem tornar o seu dia bem melhor.
Experimente conhecer algum projeto social ou programas de voluntariado. Se essa não for a sua praia, ainda há inúmeras opções: leia um livro diferente, aprenda a tocar um instrumento musical, faça aulas de dança ou algo que lhe desperte interesse e entusiasmo pela vida.

Cuide do sono e da alimentação

Uma boa noite de repouso em um ambiente tranquilo e confortável pode garantir o descanso e o relaxamento do corpo e da mente. A fisiologia humana impõe a necessidade de um sono regular para que as funções orgânicas sejam corretamente reparadas.
A íntima associação entre mente e corpo justifica as crises de humor, os picos de nervosismo e de estresse resultante das noites mal dormidas. Durante o sono, importantes substâncias como a serotonina — responsável pelo bem-estar — são produzidas.
Assim, mais do que se imagina, cuidar do sono é uma ação preventiva básica em prol da saúde mental. Crie condições para garantir um repouso adequado e reparador: durma as horas necessárias para a sua recuperação física e mental e logo perceberá a diferença em sua saúde.
Semelhantemente, a manutenção de hábitos alimentares adequados também influencia bastante o bom funcionamento da mente. Isso porque muitos alimentos — principalmente os vegetais folhosos e algumas frutas — contêm elementos essenciais para evitar desajustes como a depressão e os transtornos de humor.

Treine a sua mente de forma positiva

Procure dominar os seus pensamentos e conduzi-los para algo positivo e que torne a sua trajetória cada vez melhor. Hábitos, costumes e escolhas definem quem somos e onde chegaremos. Por isso, treinar a mente de forma positiva é fundamental para superar problemas como ansiedade, tristeza e frustração.
Vale destacar, também, a importância de respeitar o ritmo de sua mente. Cada pessoa tem suas peculiaridades e limitações determinadas naturalmente pela própria fisiologia. Tenha calma e procure se ajustar a esses detalhes.
Logo, tente observar o ritmo de seu metabolismo mental e dê uma pausa para que a sua mente trabalhe no tempo adequado à restauração das funções cognitivas com vistas à recuperação de sua saúde.

Busque tratamento, se necessário

O Governo deveria promover campanhas de educação com o intuito de sensibilizar a sociedade quanto à importância da necessidade de tratamento precoce para a saúde mental.
A conscientização do problema é um dos pontos mais relevantes para alcançar o sucesso na recuperação dos sintomas e na minimização dos riscos que envolvem a doença.
Atualmente, há alternativas para garantir a promoção da estabilidade emocional e psíquica de quem está em busca de auxílio profissional. Assim, procure ajuda o quanto antes e conheça as soluções que possibilitam a promoção da saúde mental e física, assim como a recuperação do bem-estar e da qualidade vida.
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Mais um estudo evidencia a ligação entre o alumínio dos desodorantes e o câncer de mama

Mais um estudo evidencia a ligação entre o alumínio dos desodorantes e o câncer de mama

Publicado em uma revista norte americana, estudo comprova que quanto mais tempo a mulher faz uso do cosmético, maior o acúmulo da substância e o risco de desenvolver o câncer de mama. Conversamos com um especialista para saber mais sobre o assunto 


Cada vez mais pesquisas surgem para comprovar os malefícios dessa substância para nosso organismo. Em alguns países da Europa, o alumínio já está proibido de entrar na formulação dos desodorantes.  

NOVAS COMPROVAÇÕES 

desodorante outubro rosa
O estudo recente, realizado em junho de 2017 e publicado na revista norteamericana EbioMedicine, avaliou 460 mulheres – de diferentes faixas etárias – e mostrou que o uso frequente desses desodorantes é ainda mais prejudicial do que em adolescentes. Ou seja, quanto mais tempo a mulher faz uso do cosmético, mais aumenta o acúmulo da substância no tecido mamário e, consequentemente, é maior o risco de câncer de mama. 

ESTUDOS ANTERIORES 


Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, já haviam levantado este problema no fim de 2016. Em estudos, ficou constatada a relação direta entre a exposição ao cloreto de alumínio e a incidência de novos casos de câncer de mama.  
Um dos coautores da pesquisa, André-Pascal Sappino, inclusive, afirmou ser “nosso dever, enquanto cidadãos, evitar todos os desodorantes que contém o cloreto de alumínio”. Segundo ele, esta é a única forma de se livrar dos efeitos nocivos causados pela substância. 

FATORES DE RISCO 


Para muitos especialistas, o assunto ainda é bastante polêmico. Muitos afirmam que para se chegar a uma conclusão definitiva, ainda são necessários muitos estudos. Mas para que correr o risco, não é mesmo? Até que se prove o contrário, o melhor é ficar longe do alumínio, concorda? 

CONVERSA COM ESPECIALISTA 

DR ARTHUR ROCHA

Para sanar todas as dúvidas, falamos com um especialista neste assunto, o membro da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade, Dr. Arthur Rocha 
O médico respondeu os principais questionamentos que recebemos no nosso direct. Quer saber a opinião do profissional que estuda sobre o assunto? Continue lendo! 

1- Dr. Arthur, as pesquisas que falam sobre a possibilidade de os desodorantes com alumínio favorecerem o câncer de mama ainda causam polêmica entre a classe médica, não há uma unanimidade científica sobre o assunto. Mas mesmo que isso não esteja totalmente comprovado ainda, os malefícios do alumínio para o organismo em geral é algo real, não é?  


Com certeza! O alumínio e outros metais pesados podem desencadear doenças inflamatórias, autoimunes e até predispor ao câncer.  
Acontece assim: metais pesados são organismos estranhos para o corpo, só que muitas vezes a pessoa tem uma deficiência na barreira intestinal e acaba deixando que o alumínio penetre com mais facilidade no organismo.  
Esse alumínio, dentro do corpo, gera uma reação inflamatória exacerbada. A partir desta reação é que surgem as doenças que citei anteriormente, sendo até um dos gatilhos para o câncer. 

2- Quais os malefícios de substâncias como o alumínio para a nossa saúde (além do câncer)? 


Há diversas doenças inflamatórias e autoimunes relacionadas à intoxicação por metais pesados. Dentre elas estão: artrite, reumatoide, esclerose múltipla, Alzheimer e até doenças cardiovasculares. 
Podem ser desenvolvidas até mesmo problemas como depressão, ansiedade, diminuição da imunidade, baixa energia, alterações no ritmo intestinal e alterações no sono. 

3 – O que passamos em nossa pele faz tanto mal quanto o que ingerimos? 


Muitas vezes o que passamos na pele é até pior do que a ingestão via oral. Porque, às vezes, por via oral, o ácido clorídrico presente no estômago é capaz de destruir algumas substâncias. 
Enquanto na pele, não há este filtro. Quando passamos algo na pele, ele passa para o tecido subcutâneo e já chega na corrente sanguínea, se espalhando para todo nosso corpo, sem nenhum filtro.  
Claro que isso depende da quantidade e da qualidade de produto que a pessoa está passando. Mas isso pode ser tão maléfico quanto a via oral sim. 
Além dessas doenças, metais pesados podem causar vários processos alérgicos, como rinite de repetição, sinusite de repetição e amigdalite de repetição. Sem contar as alergias alimentares. 

4 – A quais outras substâncias temos de ficar em alerta em nosso dia a dia com relação aos cosméticos? 


Chumbo, parabeno, formol, formaldeído, corantes e lauril. Essas substâncias podem estar presentes em tinturas de cabelo, esmalte, batom e cosméticos em geral. 

MUITO ALÉM DO CÂNCER 


Mesmo que não fique comprovado que o alumínio dos desodorantes causam câncer, sabemos que bem ele não faz. O alumínio dos desodorantes atua como antitranspirante, ou seja, obstrui os poros da pele e impede a eliminação das toxinas pelo suor. Dessa forma, as toxinas vão se acumulando em nosso organismo 

OUTROS COSMÉTICOS QUE TAMBÉM UTILIZAM O ALUMÍNIO 


O pó de alumínio, ou aluminium powder, é uma substância metálica composta por partículas finamente trituradas de alumínio,  utilizado pela indústria como um corante nos cosméticos. A substância está presente em diversos cosméticos como esmaltes, batons, blushs e sombras de olho. 

OPÇÕES ALUMÍNIO FREE 

Desodorante natural

Nadando contra a corrente e dando real valor à saúde e bem-estar de seus consumidores, a Piatan Natural se preocupa em encontrar novas possibilidades, sem ter que fazer o uso de nenhuma substância que coloque em risco a saúde de seus clientes.  
Desta forma, um dos bens que os produtos da marca podem fazer por você é te ajudar na luta diária contra o câncer de mama. Na formulação dos desodorantes Piatan o uso do cloreto de alumínio é nulo. Em seu lugar, a empresa optou por fazer utilizar recursos naturais. 
Além disso, as roupas se livram das indesejáveis manchas amareladas formadas na região das axilas, causadas pela presença do cloreto de alumínio. 

A importância da religiosidade e espiritualidade para a saúde

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A importância da religiosidade e espiritualidade para a saúde

O homem é um ser que possui diversas crenças, que interferem em todos os âmbitos de sua vida e com a espiritualidade não seria diferente. O importante é viver em coerência com aquilo que acredita

No dicionário, espiritualidade está classificada como característica ou qualidade de quem revela intensa atividade religiosa ou mística. Mas ela poderia ser facilmente explicada pela vocação humana de buscar significado na vida por meio de conceitos transcendentais. Hoje, a relação entre espiritualidade e saúde vem sendo amplamente estudada por médicos de diversas áreas.
Isso porque a espiritualidade está sendo suporte terapêutico para diversos pacientes. Claro que não estamos falando que a espiritualidade sozinha pode curar o paciente de uma doença grave, mas sim que o tratamento laboratorial e religioso pode auxiliar o paciente a enfrentar enfermidades de uma forma menos dura.
No entanto, esse pode ser considerado um grande desafio para a comunidade médica, já que engloba questões relacionadas à ciência da medicina e ética profissional.

Pesquisas realizadas

pesquisas realizadas
Este tema vem sendo bastante estudado no Brasil. Realizando uma breve pesquisa no Google é possível encontrar artigos da Faculdade de Medicina do ABC, Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein Instituto do Cérebro, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Universidade Estadual de Londrina e muitas outras.
Segundo o Censo de 2010, 99,7% dos brasileiros acreditam em Deus, dos entrevistados, 87% são cristãos e 65% católicos. Fazer parte de um grupo religiosos não significa que o indivíduo promove um relacionamento estreito com o estilo de vida saudável, muito pelo contrário.

Crenças

crençasPor causa da religião, muitas pessoas sofrem impactos na saúde e na vida. Isso porque, algumas vezes, a crença pode influenciar nas decisões do paciente em relação ao tratamento, forma de se alimentar e maneira de comportar-se perante os outros. Muitas vezes, a opinião médica é ignorada em razão da espiritualidade.
No Brasil, por exemplo, um país onde a maioria da população se considera cristã, muitas dessas pessoas não estão compromissadas em cuidar do seu corpo como se fosse um templo. É comum que as pessoas se alimentem de forma desregulada, ingerindo produtos industrializados e utilizando cosméticos repletos de parabenos.
Seres humanos foram criados por Deus para serem sua imagem e semelhança, segundo o Cristianismo. Utilizar tudo que vem da natureza era o propósito do ser humano durante a criação descrita no livro de Gêneses. Entretanto, o que vemos hoje é o ser humano abusando do uso de cigarro, álcool e fazendo péssimas escolhas alimentares consumindo produtos altamente processados.
Para que não possamos cometer esse erro, devemos ser coerentes e implementar a filosofia da nossa religião em todos os âmbitos da nossa vida. Você está preparado para começar as mudanças hoje?

Religião e espiritualidade previnem doenças

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De acordo com documento da Associação Mundial de Psiquiatria, a falta da espiritualidade ou uma visão distorcida dela pode piorar quadros depressivos e aumentar o risc aumentar o risco d o de transtornos mentais e abuso de substâncias ilícitas

Religião e espiritualidade têm implicações significativas na prevalência, diagnóstico, tratamento e até na prevenção de doenças mentais. É o que diz a Associação Mundial de Psiquiatria (WPA, na sigla em inglês).
De acordo com um documento assinado pela WPA, nas últimas décadas houve uma crescente conscientização sobre a relevância da espiritualidade e da religião nas questões de saúde mental. Os mais de 3.000 estudos analisados sobre o assunto indicam que a religião e a espiritualidade impactam na qualidade de vida e na sociabilidade, o que ajuda no combate ao stress causado por perdas, à depressão, na prevenção do suicídio e na recuperação de pessoas que tentaram o suicídio.
Por outro lado, a falta da espiritualidade ou uma visão distorcida dela pode piorar quadros depressivos e aumentar o risco de transtornos mentais e abuso de substâncias ilícitas.

Religião e espiritualidade influenciam índices de qualidade de vida


Religião e espiritualidade influenciam índices de qualidade de vida




De maneira geral, práticas estão associadas à redução dos sintomas de ansiedade em pacientes e do nível de estresse e exaustão emocional em profissionais da saúde, diminuição na intensidade do consumo de drogas e nos sintomas de depressão – Foto: CC0/Creative Commons

A influência da religiosidade e espiritualidade na saúde e qualidade de vida de indivíduos é foco de interesse da sociedade há décadas. Enquanto muitos acreditam em benefícios da crença como forma complementar de tratamentos, outros enxergam nela prejuízos para os métodos da medicina tradicional. Nos últimos anos aumentou o número de pesquisas que pretendem resultados mais específicos sobre o tema. Apesar de ainda ser uma área com escassez de publicações objetivas a respeito da aplicabilidade clínica de intervenções religiosas e espirituais, alguns resultados e conclusões já podem ser analisados e pretendidos como padrões.
Nesse contexto se insere o artigo, produzido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Avaliação da Prática de Terapia Complementar Espiritual/Religiosa em Saúde Mental, de Juliane P. de Bernardin Gonçalves, Giancarlo Lucchetti, Frederico C. Leão, Paulo R. Menezes e Homero Vallada, que analisa estudos já publicados, a fim de encontrar semelhanças entre suas conclusões, juntar os resultados em uma técnica estatística e, então, contribuir para a evolução da pesquisa na área.
As publicações analisadas estudam as intervenções espirituais e religiosas – as IERs – e suas influências na saúde e qualidade de vida, principalmente de pacientes crônicos, mas também de profissionais da saúde e indivíduos saudáveis. Trata-se, porém, de estudos muito heterogêneos, o que, segundo a pesquisadora Juliane Gonçalves, dificulta a sumarização dos dados encontrados numa metanálise. Na maioria dos dados analisados – qualidade de vida, dor, sobrepeso – foi possível somente uma comparação descritiva dos resultados.
Por trabalhar com conceitos amplos, a pesquisa escolheu seguir uma linha de pensamento que define a espiritualidade como valores morais, crença em uma “força maior”, sem a necessidade de alguma filiação religiosa, podendo incluir grupos religiosos específicos e até indivíduos ateus e agnósticos; e a religião como “ligação com o sagrado ou transcendental através de um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos”, como o catolicismo, judaísmo ou islamismo.

Em alguns casos, intervenções podem auxiliar pacientes a encontrarem na religiosidade ou espiritualidade fonte de força para seguirem o tratamento – Foto: Divulgação

As IERs analisadas se davam, entre outras formas, através de grupos de oração, troca interpessoal, discussões sobre valores morais e éticos, psicoterapia, intervenções com áudio ou vídeo e serviços pastorais. Os estudos comparavam, então, as IERs com técnicas complementares já reconhecidamente benéficas, como meditação tradicional, propostas educativas, yoga e tai chi chuan.
Os resultados obtidos revelaram que as intervenções têm, na maioria dos casos, efeitos ainda mais benéficos dos que os já conhecidos na qualidade de vida dos indivíduos. As IERs estão associadas a redução dos sintomas de ansiedade em pacientes e do nível de estresse e exaustão emocional em profissionais da saúde, diminuição na intensidade do consumo de drogas e nos sintomas de depressão.

Efeito placebo?

Questionada a respeito do “efeito placebo” dessas intervenções, ou seja, efeitos psicológicos que interferem nas respostas do organismo ao tratamento pela crença do paciente, Juliane disse que não é possível precisar a porcentagem desse efeito no resultado das intervenções. Isso porque se trata de ensaios clínicos nos quais há participação e consciência do paciente sobre a técnica aplicada em seu tratamento.
Em testes de efeito placebo em casos de hipertensão, por exemplo, o paciente não sabe qual intervenção recebeu (medicamento placebo ou com princípios ativos): é a prática chamada de “duplo cego”, impossível nos casos das IERs. Isso não diminui, porém, a validade da pesquisa, já que analisa artigos baseados em metodologias mundialmente reconhecidas. Ainda assim, a pesquisadora garante que esses efeitos existem e são importantes fatores de influência.
Juliane conta, ainda, que outras pesquisas publicadas validam os argumentos dos que veem a religiosidade e a espiritualidade como algo prejudicial.
Respostas negativas ao tratamento são observadas quando se encara a religião de forma punitiva, como se a doença fosse um castigo divino ou uma forma de pagar pelos pecados cometidos. Nesses casos, a crença pode contribuir para o aumento nos índices de ansiedade, depressão e até de mortalidade.
A literatura que trata da religião e da espiritualidade na saúde ainda dá seus primeiros passos. Muitas questões, inclusive metodológicas, seguem sem respostas. O que se sabe é que o campo avança nas pesquisas e que elas, via de regra, indicam para consequências positivas de intervenções desse tipo na qualidade de vida dos indivíduos.

Saúde, espiritualidade e religião

Embora não possamos explicar certos fenômenos, sentimos que eles acontecem sem sabermos como e por qual razão. Podemos não compreendê-los, mas não ignorá-los.
Com o pensamento somos capazes de desencadear emoções, sentimentos, expectativas positivas ou negativas, ações e comportamentos.
Às vezes temos necessidade de nos agarrar a alguma coisa para superar problemas, lidar com dificuldades e conflitos, ter esperança, fé e crença em que algo de melhor surgirá. A maneira como conduzimos os pensamentos pode nos beneficiar ou nos arruinar.
Assim acontece com inúmeros fatos que demonstram a capacidade do ser humano de acionar energias interiores e, inclusive, contribuir para livrar-se de mal físico e recuperar a saúde.
Em certas situações administra-se à pessoa com doença imaginária substância sem propriedade terapêutica (placebo), cujo único componente é fazê-la crer que está sendo tratada com a substância própria para combater a enfermidade criada na sua mente. Em muitos casos, o efeito placebo reduz e até mesmo elimina os sintomas reclamados.
É o poder da mente de ficar curado, sintetizado nas palavras de Sêneca, o filósofo romano: "É parte da cura o desejo de ser curado".
Acreditar em algo transcendental, independentemente de convicção religiosa, traz esperanças de que alguma coisa de bom pode acontecer. Quem não conhece as expressões "quem tem fé tudo pode", "a fé move montanhas"?
Ciência e religião podem ser vistas como compatíveis entre si.
Fala-se que Albert Einstein dizia: "Quanto mais acredito na ciência, mais acredito em Deus" e "A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega".
Considerando que muitas pessoas encontram na espiritualidade e religiosidade uma fonte de conforto, já se reconhece, por exemplo, que práticas como oração e meditação trazem serenidade e equilíbrio físico-mental ao enfermo, ajudando à uma recuperação mais rápida.
Conquanto fé, crença, religiosidade e espiritualidade tenham, a rigor, significados diferentes, evidências despertaram a atenção dos estudiosos fazendo crescer as pesquisas para ver até onde tais demonstrações são capazes de ter influência na saúde e na mente humana.
O interesse sobre tais fenômenos sempre existiu ao longo da história da humanidade em diferentes momentos da cultura humana. Surgiu, então, a neuroteologia ou neurociência espiritual ou bioteologia, destinada a pesquisar a relação das experiências popularmente chamadas de espirituais, religiosas ou místicas com a saúde física e mental do ser humano doente.
Poucos duvidam dos benefícios da fé, crença, religiosidade e espiritualidade para o bem-estar físico-mental dos enfermos. Até mesmo profissionais da saúde altamente qualificados, médicos e não médicos os reconhecem. A ciência e a medicina não são inimigas da fé e, ao levarem em consideração os sentimentos e as crenças de cada um, num clima de respeito e compreensão, podem construir bons resultados.
A religiosidade e ou crença não são fórmulas mágicas que vão solucionar nossos problemas, mas podem auxiliar no gerenciamento de causas, sintomas e consequências de uma enfermidade. A medicina é um ramo da biologia, ciência que se propõe estudar os seres vivos e as leis que os regem, de modo que crença, religião, fé, espiritualidade são manifestações fora do seu contexto e domínio.
Contudo, a ciência moderna, juntamente com a Organização Mundial da Saúde, aceita a espiritualidade como contribuição a ser considerada, tendo em vista os resultados observados indicarem favorecer a saúde psíquica, social e biológica e o bem-estar do indivíduo.
Entre as instituições destinadas a realizar pesquisas e estudos científicos sobre os efeitos biológicos da fé e dar apoio a iniciativas de cunho espiritualista aos pacientes que desejarem, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo criou o Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos (Neper) e o Hospital Israelita Albert Einstein, o Núcleo de Estudos sobre Religiosidade e Espiritualidade em Saúde (Neres). A Sociedade Brasileira de Cardiologia instituiu Grupo de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular (Gemca) para entender como aquelas particularidades podem repercutir na saúde cardiovascular.
A despeito das evidências, face à intrincada movimentação dos bilhões de neurônios presentes em nosso cérebro, os resultados das pesquisas ainda são modestos e os pesquisadores seguem avaliando os efeitos no organismo do doente mercê da espiritualidade/religiosidade, sem ignorar que estas, por si sós, não têm a virtude de influenciar na saúde e restaurar energias.
Compromissado com as finalidades primeiras de zelar e de trabalhar por todos os meios ao seu alcance em benefício da saúde do ser humano e sem desprezar as tendências dos conhecimentos científicos, o Conselho Federal de Medicina posicionou-se no sentido de que no exercício da profissão médica não há que existir incompatibilidades entre a fé e a razão, entre a crença e o conhecimento científico desde que respeitados os princípios básicos irrefutáveis da boa prática médica (Processo-Consulta CFM 4.043/10 – Parecer 2/11 – Assunto: Relação entre a ciência (Medicina) e a espiritualidade no Brasil – Relatores Cons. Júlio Rufino Torres e Cons. Gerson Zafalon Martins, 12 de janeiro de 2011).

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